Tropas britânicas deixarão o Iraque na primeira metade de 2009

Bagdá, 17 dez (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o chefe do Governo iraquiano, Nouri al-Maliki, confirmaram hoje que as tropas britânicas finalizarão sua missão no Iraque na primeira metade do próximo ano.

EFE |

"O trabalho realizado pelas tropas britânicas (no Iraque) se dirige a um final. Estas tropas acabarão sua missão na primeira metade de 2009 e sairão do Iraque", afirma um comunicado conjunto, que não inclui mais detalhes.

A nota foi divulgada após uma reunião entre Maliki e Brown, que chegou hoje ao país árabe em uma visita surpresa.

Assim, confirma-se o anúncio feito em 10 de dezembro em Londres, onde uma fonte do Ministério da Defesa afirmou que o Reino Unido começaria sua retirada do Iraque em março de 2009, para completá-la em junho do próximo ano.

Atualmente, o Reino Unido mantém 4,1 mil soldados em uma base militar a 20 quilômetros ao oeste da cidade de Basra, no sul do Iraque, após ceder o controle da segurança da província de mesmo nome às forças iraquianas no ano passado.

Desde então, as tropas britânicas não se envolveram em missões de combate contra a insurgência e se limitaram a trabalhos de treinamento e assessoria das forças iraquianas.

O anúncio de hoje ocorre um dia depois que o Governo iraquiano aprovou um projeto de lei que estabelece um período de sete meses para a retirada definitiva das tropas multinacionais presentes no Iraque, excluindo as forças americanas.

O texto fixa um prazo de cinco meses para a retirada dos corpos de combate e dois meses adicionais para a retirada definitiva de todo o pessoal militar, mas não se sabe a data de início da aplicação.

Os Estados Unidos e o Iraque definiram um pacto que estipula a retirada das tropas americanas do território iraquiano até 2012.

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair foi o principal aliado do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na invasão em março de 2003 para derrubar o então presidente iraquiano, Saddam Hussein.

Blair decidiu o envio de 45 mil forças para participar da ação militar liderada pelos EUA, mas a medida foi duramente criticada pela população, que participou de vários protestos.

Brown - que substituiu Blair em junho de 2007 - reduziu a presença de soldados britânicos, que são atualmente de 4,1 mil.

Desde a chegada das forças do Reino Unido ao Iraque, no final de março de 2003, 177 britânicos morreram. EFE sy/an

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