Tropa especial mata militantes e encerra cerco no Paquistão

LAHORE - Forças paquistanesas recuperaram nesta segunda-feira uma academia de polícia que havia sido invadida por militantes islâmicos que mataram seis cadetes e feriram vários outros antes de se esconderem durante horas no local.

Redação com agências internacionais |

O chefe de polícia da província do Punjab, Khawaja Khalid Farooq, disse que pelo menos seis recrutas foram mortos. No entanto, teme-se que haja muitas outras vítimas, pois havia cerca de 900 cadetes no local na hora do ataque.

Além dos seis cadetes mortos, três terroristas também morreram na operação e outros três corpos foram encontrados, elevando o número total de vítimas para 13. O balanço pode aumentar ainda mais porque ainda há muitos feridos e pode haver cadáveres dentro do prédio.

A polícia havia divulgado pela manhã um balanço de pelo menos 40 mortos no ataque contra o centro de treinamento policial de Manawan, perto de Lahore, a grande cidade do leste do Paquistão. Depois, falou-se em 19 mortos, número que foi reduzido para 12.

As TVs mostraram policiais agradecendo a Deus, fazendo sinais de vitória com os dedos, e disparando suas armas para cima para celebrar a retomada da academia de polícia, após um intenso tiroteio.

A militância islâmica está muito ativa no Paquistão nos últimos anos, o que foi uma das razões que levaram o governo norte-americano a anunciar na semana passada uma nova estratégia destinada a derrotar os grupos Al-Qaeda e Taleban nesse país e no vizinho Afeganistão.


Policiais carregam colega ferido para ambulância

Cerco aos recrutas

O cerco em Lahore começou por volta de 7h30 (23h30 de domingo em Brasília), quando de oito a dez militantes atacaram recrutas que faziam um treinamento regular no pátio. Em seguida, eles ocuparam o prédio principal.

Um policial contou que, apesar de ferido, conseguiu fugir quando os agressores entraram numa sala atirando indiscriminadamente. "Saltei do segundo andar. Havia cadáveres por todo lado".

Pouco antes das 16h (8h em Brasília), as tropas especiais lançaram um ataque para retomar o prédio, segundo o general Shafqaat Ali, que a descreveu como sendo uma operação conjunta do Exército e de esquadrões especiais paramilitares e da polícia.

Durante o cerco, atiradores de elite da polícia fizeram disparos a partir de telhados de prédios próximos, enquanto os militantes reagiam com tiros e granadas, chegando inclusive a obrigar ao recuo de um veículo blindado.

Antes do fim do cerco, o chefe de polícia disse que um dos supostos agressores havia sido preso. As TVs mostraram policias chutando um homem barbado no chão, antes de levá-lo embora diante de um grupo de jornalistas.

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* Com Reuters, AFP, EFE e BBC Brasil

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