Troca de disparos reavive a tensão na fronteira entre Israel e Líbano

Foguetes foram disparados nesta sexta-feira contra o norte de Israel a partir do sul do Líbano, suscitando uma resposta imediata do Estado hebreu, que bombardeou uma aldeia libanesa.

AFP |

Dois foguetes foram disparados contra o norte de Israel a partir da aldeia de Qlailé, a 15 km da fronteira, informou uma fonte de segurança. Os tiros não foram reivindicados.

Em Israel, o exército mencionou a queda em território israelense de vários foguetes disparados a partir do Líbano, e confirmou ter respondido ao ataque.

"Vários foguetes disparados a partir do Líbano explodiram na tarde desta sexta-feira na parte oeste da Galileia. Ninguém foi ferido", declarou um porta-voz. "Nossas forças revidaram, atirando 12 a 15 obuses contra o Líbano", acrescentou.

"Consideramos este incidente muito grave, e pensamos que cabe ao Governo e ao Exército do Líbano impedir tais ataques", acrescentou.

"Destroços de pelo menos um foguete Katiusha foram descobertos no setor de Naharyah e do kibutz Guesher Aziv (oeste da Galileia)", frisou uma fonte policial israelense.

Em represálias, vários obuses israelenses caíram sobre a aldeia e os arredores de Qlailé, onde o exército e a Força da ONU no Líbano (Finul) encontraram duas plataformas de lançamento de foguetes, revelou uma fonte de segurança.

A Finul confirmou em comunicado o disparo de "pelo menos dois foguetes a partir da região de Qlailé" e a resposta israelense, sem mencionar vítimas de um lado ou do outro.

Ela especificou que abriu uma investigação e pediu "moderação" a ambas as partes.

Os disparos contra Israel acontecem no meio de uma crise política no Líbano, onde o líder da maioria parlamentar, Saad Hariri, desistiu de formar um governo de união, acusando a minoria dirigida pelo poderoso Hezbollah xiita de minar seus esforços.

"Este incidente tem como objetivo provocar uma tensão e abrir uma crise no Líbano", afirmou o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, denunciando "uma violação da soberania" do país.

Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o disparo de foguetes contra Israel e pedu moderação a ambas as partes.

bur/yw

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