Por Daniel Wallis e Edward McAllister NAIRÓBI/NOVA YORK (Reuters) - Os tripulantes do navio Maersk Alabama, que havia sido capturado por piratas na costa da Somália, retomaram na quarta-feira o controle da embarcação, mas o capitão continua como refém em um bote salva-vidas, segundo a empresa proprietária e um tripulante.

Os 20 tripulantes norte-americanos controlam o navio e tentam negociar a libertação do capitão, enquanto aguardam a chegada de um navio militar dos EUA, disse o imediato Ken Quinn à CNN.

"Estamos tentando oferecer a eles o que podemos, comida, mas não está funcionando muito bem", disse Quinn. Segundo ele, quatro piratas mantêm o capitão como refém em um bote.

"Temos um navio de guerra da coalizão (dos EUA) que estará aqui em três horas. Estamos tentando mantê-los afastados por mais três horas, e então teremos um navio de guerra aqui para nos ajudar", disse ele.

A empresa dinamarquesa Maersk Line confirmou que o navio de 17 mil toneladas e bandeira dos EUA já está novamente sob controle da tripulação, e que os piratas haviam deixado a embarcação com um refém.

A empresa disse que não há feridos entre os tripulantes que ficaram no navio, que ia do Djibouti para o Quênia levando ajuda alimentar que se destina a Somália e Uganda.

O navio foi capturado a cerca de 500 quilômetros da costa da Somália, região onde a pirataria é disseminada.

A tenente-coronel Elizabeth Hibner, porta-voz do Pentágono, disse que o destróier Bainbridge está a caminho - não há detalhes sobre a distância que o separa do Maersk Alabama.

Essa foi a primeira vez que piratas somalis fizeram cidadãos dos EUA como reféns.

(Reportagem adicional de Anthony Boadle, Jim Wolf e David Alexander em Washington e Rasmus Jorgensen em Copenhagen)

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