Tripulantes de navio são repatriados à França após 12 dias de seqüestro

Iaundê, 12 nov (EFE).- Oito dos dez tripulantes de um navio petroleiro francês que estiveram seqüestrados durante 12 dias por um grupo de piratas em Camarões foram repatriados hoje à França, em um avião fretado pelas autoridades francesas.

EFE |

Os grupo Lutadores para a Liberdade de Bakasi, que atua nessa região limítrofe com a Nigéria, colocou em liberdade ontem os dez seqüestrados - sete franceses, um tunisiano, um senegalês e um camaronês - que foram capturados em 30 de outubro, informou à Agência Efe uma fonte do Governo, que pediu para não ser identificada.

A mesma fonte disse que a libertação aconteceu depois que as autoridades camaronesas colocaram em liberdade 13 presos do grupo, mas esta informação não foi confirmada oficialmente.

Os repatriados foram os sete franceses e o tunisiano, enquanto o camaronês e o senegalês ficaram em Camarões, disse à Efe Eric Veriere, diretor da empresa Bourbon, proprietária do navio "Le Provon", que trabalhava para a companhia petrolífera francesa "Total" quando aconteceu o seqüestro.

"Estamos muito felizes que tudo tenha acabado bem e todos estão em perfeito estado de saúde", disse Veriere, cuja empresa, junto com a Total, teria pago um resgate aos seqüestradores, disse a fonte do Governo, mas não foi possível confirmar esta informação.

Após serem libertados, os dez seqüestrados foram recebidos ontem pelo presidente senegalês, Paul Biya, antes que esta madrugada oito deles viajaram à França.

Em 30 de outubro, um grupo de piratas seqüestrou dez tripulantes do navio "Le Provon" em frente à península de Bakasi, em Camarões, perto da fronteira com a Nigéria, onde grupos armados desse país também cometem atos de pirataria e seqüestros, geralmente para pedir resgate. EFE fe/an

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