Tripulantes de navio belga sequestrado recebiam ameaças de morte diárias

Bruxelas, 6 jul (EFE).- Os dois marinheiros belgas e o capitão holandês do Pompei, navio libertado em 28 de junho após 71 dias sob poder de piratas somalis, afirmaram hoje que, embora em nenhum momento tenham sido maltratados fisicamente, receberam ameaças de morte diárias dos sequestradores.

EFE |

Os três tripulantes, que chegaram hoje ao aeroporto de Bruxelas, contaram, em entrevista coletiva, sua experiência durante o cativeiro que começou em 18 de abril, quando o "Pompei" foi capturado cerca de 100 milhas ao norte de Seychelles.

"A incerteza sobre o que poderia ocorrer era a parte mais difícil de enfrentar", disse o segundo oficial do navio, James Law.

Afirmaram que nenhum dos dez tripulantes a bordo do navio - no qual também viajavam quatro croatas e três filipinos - foram agredidos, mas disseram que as ameaças de morte e as medidas de intimidação foram constantes.

Também comentaram que os sequestradores discutiam frequentemente entre eles e, algumas vezes, até brigavam entre si.

Dez piratas, de entre 14 e 24 anos e equipados com lança-foguetes e diferentes tipos de armas de fogo, estavam permanentemente na embarcação e se revezavam nas tarefas de vigilância.

Perguntados sobre seu futuro, os dois belgas se mostraram positivos e afirmaram que não têm medo.

"Estávamos no lugar errado em um momento ruim", disse Law.

O "Pompei" é uma embarcação especializada no transporte e colocação de pedras para as construções marinhas, e se dirigia a Seychelles quando foi capturado.

As autoridades belgas confirmaram o pagamento de um resgate, que foi lançado de um avião, aos piratas somalis, mas não precisaram a quantia. EFE vd-aal/an

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