Tripulação libertada por piratas na Somália está bem, diz dona de navio

Abu Dhabi, 10 jan (EFE).- Os 25 tripulantes do superpetroleiro saudita Sirius Star, cuja libertação chegou a ser anunciada na sexta-feira, estão bem de saúde e com o moral alto, segundo um comunicado publicado hoje pela empresa à qual pertence o navio.

EFE |

"Sentimo-nos muito aliviados por saber que todos os membros da tripulação estão a salvo, e estou contente por poder dizer que todos estão bem de saúde e com o moral alto", disse em nota o presidente da companhia Vela International Marine Ltd, Salek Kaki.

De acordo com o empresário, segundo quem os quase dois meses de cativeiro foram uma "difícil experiência" para todos, em breve os tripulantes chegarão a suas casas.

O comunicado também diz que o navio só foi libertado hoje, embora ontem várias fontes tivessem informado que os piratas haviam abandonado o "Sirius Star".

Na sexta-feira, o diretor do Programa de Assistência Marítima (PAM) da região, Andrew Mwangura, chegou a confirmar à Agência Efe a libertação do petroleiro e da tripulação pelos piratas somalis, que mantinham o grupo refém desde 15 de novembro.

Mwangura disse ontem que, após as informações contraditórias dos primeiros instantes, tinha conseguido confirmar a liberação do navio "por volta do meio-dia, quando o superpetroleiro foi abandonado por todos os piratas", e o "bom estado" de saúde dos 25 tripulantes.

Segundo o diretor do PAM, com sede na cidade queniana de Mombaça, o navio seguiria para o sul, "em direção a águas seguras", com a intenção de chegar a Cidade do Cabo, na África do Sul, onde a tripulação será substituída.

Embora a nota divulgada hoje pela empresa proprietária da embarcação não faça referência a pagamentos de resgate, Mwangura disse ontem apontou que a libertação dos reféns havia custado "pelo menos US$ 3 milhões".

O navio, o maior já seqüestrado por piratas, foi capturado em 15 de novembro em águas do oceano Índico, a 430 milhas (800 quilômetros) da zona litorânea entre Tanzânia e Quênia e a cerca de 900 milhas (1,7 mil quilômetros) do litoral de Puntlandia, no norte da Somália, para onde foi posteriormente levado pelos seqüestradores.

Segundo diversas informações, inicialmente os seqüestradores pediram US$ 25 milhões de resgate pelo navio. Depois, rebaixaram essa quantia para US$ 15 milhões, soma que voltou a diminuir. EFE jfu/sc

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