Trípoli prepara festa para 40 anos de Khadafi no poder

TRÍPOLI - Bandas militares, 400 dançarinos, aviões acrobáticos e fogos de artifício devem agitar Trípoli a partir desta terça-feira, durante as celebrações pelos 40 anos de poder de Muammar Khadafi.

Reuters |


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Líder da Líbia Muammar Khadafi e senta atrás de um
vidro à prova de balas em comemoração

De acordo com os organizadores, os seis dias de festa foram concebidos para dizer ao mundo que o país exportador de petróleo está aberto mais uma vez aos negócios após anos de pesadas sanções.

Mas a controvérsia ainda ronda Khadafi. Estados Unidos e Grã-Bretanha estão nervosos com a "acolhida de herói" que Trípoli deu a um ex-agente líbio libertado pela Escócia no mês passado. Ele havia sido condenado à prisão perpétua por participar no atentado aéreo sobre a cidade de Lockerbie, que matou 270 pessoas.

Abdel Basset al-Megrahi , único condenado pela explosão de um avião da Pan Am, em 1988, foi posto em liberdade por razões humanitárias, pois está com um câncer terminal.

A Líbia convidou dezenas de chefes-de-Estado do Ocidente, mas líderes europeus devem se ausentar, incluindo o italiano Silvio Berlusconi. Ele visitou a Líbia no domingo para marcar o primeiro aniversário de um acordo de amizade entre os países.

AP

Khadafi (ao centro) e o presidente Hugo Chavez da Venezuela (segundo à
esquerda) observam a parada militar na Green Square em Trípoli

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deve comparecer, além de líderes africanos como Robert Mugabe, do Zimbábue, e Omar Hassan al-Bashir, do Sudão, que devem ir à cidade para uma cúpula da União Africana.

"A Líbia está aberta para o mundo - essa é a mensagem básica", disse Philippe Skaff, que dirige a equipe coordenadora do principal evento das celebrações. Ela inclui empresas da Grã-Bretanha e da França.

"Essa é a primeira vez que eles recebem de fato milhares de estrangeiros de braços abertos. Eles estão dando vistos para isso como nunca fizeram antes", disse.

A Líbia retirou o apoio a grupos revolucionários ao redor do mundo, e fez as pazes com Washington ao descartar um programa para a construção de armas nucleares e ao pagar compensações por explosões e outros ataques que o Ocidente lhe atribuiu responsabilidade.

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