Triplo ataque a bomba mata 28 em Bagdá

Por Peter Graff BAGDÁ (Reuters) - Dois carros-bomba explodiram em Bagdá na segunda-feira e um homem-bomba detonou seus explosivos no meio de policiais e civis que tentavam ajudar os feridos. Juntos, os três ataques somaram 28 mortos e 68 feridos.

Reuters |

Em outro ataque em Baquba, capital da província de Diyala, uma adolescente com explosivos amarrados ao corpo se explodiu em um bloqueio da patrulha apoiada pelos Estados Unidos, matando quatro pessoas e ferindo 18.

A polícia diz que a garota tinha 13 anos.

O ataque triplo em Bagdá, um dos acontecimentos mais sangrentos a aconrtecer em meses no país, aconteceu na região de Kasra, área repleta de casas de chá e restaurantes, além de um instituto de artes.

Estudantes de ambos os sexos, muitos dos quais tomavam café da manhã na hora das explosões, estão entre os mortos e feridos, assim como soldados iraquianos e os policiais que foram chamados ao local.

Uma equipe televisiva da Reuters filmou cenas de enorme destruição, com fachadas de restaurantes transformadas em escombros e carros reduzidos a montanhas de aço retorcido.

Os ataques coordenados ficaram mais raros, mas ainda são um indicativo da capacidade dos militantes no Iraque, embora eles não controlem mais áreas e povoadoss inteiros e a violência, de modo geral, tenha diminuído.

O ataque empreendido pela garota de 13 anos em Baquba faz parte de uma tendência que se tornou mais frequente neste ano. As forças norte-americanas dizem que os militantes sunitas da Al Qaeda estão recrutando mulheres --em especial, adolescentes-- pois eles passam mais facilmente pelos bloqueios de segurança.

Muitas das mulheres-bomba perderam parentes do sexo masculino e são consideradas psicologicamente vulneráveis ao recrutamento para missões suicidas.

A Al Qaeda e grupos semelhantes foram expulsas de várias partes do Iraque depois que líderes tribais iraquianos se voltaram contra eles, mas ainda são fortes em áreas do norte do país, como as regiões rurais nas proximidades de Baquba.

Eles costumam atacar patrulhas sunitas apoiadas pelos Estados Unidos, a quem chamam de colaboradores.

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