Tribunal sul-africano proíbe muçulmano de queimar bíblias

Manifestação em Joanesburgo era uma resposta à ameaça do pastor americano, Terry Jones

EFE |

O Tribunal Superior de Joanesburgo proibiu um empresário muçulmano sul-africano de queimar bíblias em resposta à ameaça do pastor americano, Terry Jones, no nono aniversário dos atentados de 11 de setembro.

Segundo a imprensa local, o juiz Sita Kolbe atendeu ao pedido de um advogado e proibiu o empresário Mohammed Vawda de seguir adiante com o plano anunciado ontem.

O juiz entendeu que a liberdade de expressão não é ilimitada se o exercício prejudicar outras pessoas.

Vawda disse que seu plano de queimar as bíblias não pretendia atingir os cristãos nem o povo da África do Sul, mas sim o pastor radical americano que pretendia queimar 200 exemplares do Corão.

Também disse que, como destaca o Tribunal em sua resolução, o próprio Corão pede respeito à Bíblia e à Torá, os livros sagrados do cristianismo e do judaísmo.

O empresário admite a decisão do tribunal, mas se pergunta como "ninguém nos Estados Unidos tomou uma atitude similar" contra o plano de Jones.

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