Tribunal sírio condena 12 ativistas opositores a 2 anos e meio de prisão

Damasco, 29 out (EFE).- Um tribunal da Síria condenou hoje 12 ativistas do movimento opositor conhecido como Declaração de Damasco a 2 anos e meio de prisão cada um por enfraquecerem o sentimento nacional e espalhar falsos rumores que podem enfraquecer o espírito nacional.

EFE |

A Organização Nacional para os Direitos Humanos na Síria (NOHRS, em inglês) afirma em comunicado que a sentença foi lida na presença de vários ativistas, advogados e representantes de embaixadas ocidentais que estavam no recinto com parentes e amigos dos réus.

Segundo a nota da NOHRS, assinada por seu presidente, Ammar Qurabi, as sentenças, que poderão sofrer apelação, foram reduzidas de 6 para 2 anos e meio pelo tribunal.

Os detidos, entre os quais estão o ex-deputado Riyadh Seif e a presidente da Declaração de Damasco para a Mudança Democrática, Fida al-Hourani, foram presos em dezembro de 2007 poucos dias após uma reunião realizada por 163 membros da Declaração de Damasco para eleger seu comitê executivo.

Os outros condenados são Ahmed Toma, Akram al-Buni, Ali al-Abdullah, Jabr al-Shoofi, Walid al-Buni, Yassir al-Eity, Mohammed Haaji Darwish, Marwan al-'Ush, Fayez Sarah e Talal Abu Daan.

Em sua nota, a NOHRS exige sua imediata libertação e afirma que o artigo 25 da Constituição síria garante o direito dos cidadãos a tomarem parte na vida pública, econômica, social e cultural do país.

A detenção dos membros deste grupo no final de 2007 representou um dos maiores golpes do regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad, contra o movimento reformista que surgiu sete anos antes, quando o chefe de Estado prometeu reformas democráticas após chegar ao poder.

No entanto, o jovem presidente, que sucedeu seu pai no cargo, voltou logo atrás em sua tímida abertura política, o que ficou conhecido como Primavera de Damasco, e deu sinal verde às forças de segurança para reprimirem o movimento que o próprio regime tinha estimulado. EFE gb/wr/fal

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