Tribunal russo nega demanda para reabertura de investigação sobre massacre

O tribunal militar de Moscou considerou nesta terça-feira legítima a recusa das autoridades em reabrir a investigação sobre o chamado massacre de Katyn, no qual 22.000 oficiais poloneses foram mortos pela Polícia secreta soviética em 1940, ao rejeitar a apelação dos demandantes, informou a agência Interfax.

AFP |

"O tribunal militar de Moscou rejeita a queixa sobre a decisão de pôr fim ao caso de Katyn", declarou um porta-voz do tribunal, Alexandre Minchanovski, citado pela agência.

O tribunal justificou sua decisão no fato de que "as pessoas cujos interesses representamos (os oficiais mortos) não foram identificados durante a exumação", indicou a advogada Anna Stavitskaia à Interfax.

O recurso de apelação foi apresentado pelas famílias polonesas de dez das vítimas dessa tragédia recentemente levada ao cinema pelo diretor polonês Andrzej Wajda.

Cerca de 22.000 oficiais e soldados poloneses foram feitos prisioneiros pelo Exército Vermelho quando a União Soviética invadiu no dia 17 de setembro de 1939 as regiões polonesas do leste, como parte do pacto Molotov-Ribbentrop.

Sob ordens de Stalin, os militares poloneses foram executados no bosque de Katyn na Rússia e em Jarkov, na Ucrânia.

Revelado pelos alemães no dia 12 de abril de 1943, esse massacre se tornou com o passar dos anos o símbolo dos crimes stalinistas e das mentiras do regime totalitário soviético.

O caso Katyn foi considerado um tema tabu na Polônia comunista durante meio século, período durante o qual a versão oficial atribuiu o crime a Hitler.

mp/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG