Tribunal rejeita recurso contra detenção de ex-ministra do Khmer Vermelho

Phnom Penh, 9 jul (EFE).- O tribunal internacional criado para julgar os ex-dirigentes do Khmer Vermelho no Camboja rejeitou hoje a apelação contra a detenção da ex-ministra de Assuntos Sociais Ieng Thirith, acusada de crimes contra a humanidade.

EFE |

Os juízes da corte auspiciada pelas Nações Unidas afirmaram que sua detenção "continua sendo uma medida necessária" e rejeitaram o pedido de seus advogados.

Como ministra de Assuntos Sociais, Ieng Thirith era encarregada de supervisionar as condições de vida nos diversos campos de trabalhos forçados, onde morreram dezenas de milhares de pessoas.

Além disso, foi a autora do relatório que denunciou a suposta infiltração de "agentes estrangeiros" no grupo, o que levou o então governante Pol Pot a ordenar um massacre interno que custou a vida de milhares de membros do Khmer Vermelho, incluindo vários ministros.

Seu marido, Ieng Sary, ex-ministro de Exteriores, também está sendo julgado pelo tribunal, acusado de crimes de guerra.

Quase dois milhões de pessoas perderam a vida por causa da crise de fome, as doenças e os massacres ordenados pela cúpula do Khmer Vermelho, que governou o Camboja de 1975 a 1979. EFE jcp/mh

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