Viena, 9 mai (EFE).- O Tribunal Regional do estado federado da Baixa Áustria decidiu prolongar por um mês a prisão preventiva de Josef Fritzl, que manteve a filha Elisabeth trancada em um porão e abusou sexualmente dela durante 24 anos, na cidade austríaca de Amstetten, confirmou à Agência Efe o advogado do acusado.

Fritzl foi detido em 26 de abril quando visitou no hospital de Amstetten uma das filhas que teve com Elisabeth, nascida em cativeiro, que permanece internada em estado grave.

Segundo a agência de notícias "APA", o próprio Fritzl esteve presente na audiência de hoje, que durou cerca de 15 minutos.

Rudolf Mayor, o advogado do acusado, não apresentou recurso contra a decisão decretada hoje.

O porta-voz da Procuradoria, Gerhard Sedlacek, acrescentou que a data do próximo interrogatório de Fritzl pela procuradora Christiane Burkheiser "não será anunciada".

O período inicial da prisão preventiva, decretada dois dias após a detenção de Fritzl, foi inicialmente de 14 dias, e será revisado novamente dentro de um mês, disse Mayer à Efe em Viena.

O caso ocorrido em Amstetten chocou o mundo na semana passada, já que Fritzl manteve trancada e estuprou a filha Elisabeth durante 24 anos em um cativeiro subterrâneo sob a casa onde morava com a família, sem que parentes ou vizinhos se dessem conta disso.

Em conseqüência dos estupros, Elisabeth teve sete filhos, um dos quais morreu pouco após nascer.

Três dos filhos de Elisabeth foram criados como netos por Fritzl e sua esposa, Rosemarie, na casa da família, enquanto os outros três viveram no cativeiro, até serem libertados, há duas semanas. EFE jk/an

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