Joran van der Sloot confessou ter matado Stephany Flores, 21 anos, após tê-la conhecido em um cassino de Lima

Uma corte peruana setenciou nesta sexta-feira Joran van der Sloot a 28 anos de prisão por assassinar uma jovem mulher que ele conheceu em um cassino em Lima, capital do país.

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Joran van der Sloot no tribunal antes de ouvir sua sentença em Lima, Peru
AP
Joran van der Sloot no tribunal antes de ouvir sua sentença em Lima, Peru

A decisão ocorreu dois dias depois que o jovem holandês confessou ser culpado pelo assassinato de Stephany Flores, uma estudante de 21 anos, em maio de 2010. O tribunal também ordenou que Sloot pague uma indenização de US$ 75 mil para a família da vítima.

Van der Sloot não demonstrou nenhuma emoção enquanto sua sentença era lida, com a descrição de que ele deu uma cotovelada no rosto de Stephany, para em seguida espancá-la e estrangulá-la com uma camisa ensanguentada.

A jovem foi encontrada morta em um hotel na capital peruana no dia 30 de maio de 2010. Depois de matá-la, Van der Sloot roubou cerca de US$ 300 em dinheiro e os cartões de crédito de Stephany e foi detido quatro dias depois no Chile.

Van der Sloot também é suspeito de um desaparecimento de 2005 da estudante Natalee Holloway na ilha de Aruba, no Caribe.

De acordo com os juizes, descontando o tempo que ele ficou detido, sua sentença terminará em junho de 2038. Mas sob o sistema penal peruano, Van der Sloot pode conquistar liberdade condicional e ficar apenas metade desse tempo, se tiver bom comportamento.

O promotor pediu a pena de 30 anos de prisão por crime em primeiro grau e roubo. O advogado do réu disse que ele matou Stephany em 2010, em um acesso de raiva causado por um trauma psicológico de ser o principal suspeito no caso de Natalee.

O pai da vítima, Ricardo Flores, queixou-se que Van der Sloot foi vivia bem na prisão de Lima, onde foi separado da população carcerária geral. "A prisão não é um hotel cinco estrelas", disse Ricardo Flores. "Vamos esperar que as autoridades levem isso em consideração não apenas no nosso caso."

"Desde o primeiro dia nós reclamamos dos privilégios em excesso" que Van der Sloot supostamente teria na cadeia. Ele disse que ia apresentar evidências em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

Registros não confirmados oficialmente dizem que Van der Sloot tinha uma televisão e um videogame em sua cela.

O caso Natalle Holloway permanece em aberto e um juiz americano na quinta-feira declarou que a garota desaparecida está morta. Seus pais querem que Van der Sloot seja extraditado para os EUA e julgado pelos crimes.

Nenhum parente de Van der Sloot compareceu ao seu julgamento no Peru. O advogado disse que a mãe do réu, Anita, não queria atrair a mídia. O pai, um advogado proeminente, morreu de ataque cardíaco em fevereiro de 2010.

Com AP

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