Tribunal permite publicação de jornais nazistas anteriores a 1939

Berlim, 25 mar (EFE).- A Audiência Provincial de Munique, sul da Alemanha, autorizou hoje o editor britânico Peter McGee a publicar uma coleção de fac-símiles de jornais do período nazista censurados pelas autoridades bávaras, sempre que datarem de antes de 1939.

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A decisão do tribunal deve-se ao fato de os direitos de propriedade intelectual desses textos, dos quais o estado federado da Baviera é depositário, prescrevem após 70 anos.

O Governo bávaro tinha proibido a reedição desses fac-símiles devido à possibilidade de que pudessem ser tirados de contexto e empregados com fins ultradireitistas, algo que é proibido na Alemanha.

A série "Zeitungszeugen", cuja publicação foi suspensa enquanto a disputa era resolvida, foi lançada como várias edições sobre o Terceiro Reich comentadas por historiadores de prestígio, como o alemão Hans Mommsen e o britânico Peter Longerich, acompanhadas de fac-símiles da imprensa nazista de entre 1933 e 1945.

Entre os jornais que o editor queria colocar no mercado estão "Der Angriff", publicado na época pelo chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels, alguns cartazes do Terceiro Reich e o periódico do partido nazista "Völkischer Beobachter".

As autoridades bávaras censuraram as edições e as retiraram do mercado.

A edição faz parte de um projeto de pesquisa sobre o nazismo, afirmou nos últimos meses McGee, que lembra que a coleção foi lançada anteriormente em oito países, entre eles a Áustria.

Em janeiro, o editor assegurou que recorreria ao Tribunal Constitucional da Alemanha para conseguir lançar a edição completa de "Zeitungszeugen", após ser obrigado a retirar do mercado a terceira parte da publicação sem os correspondentes suplementos de "Der Angriff". EFE nvm/db

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