Tribunal paquistanês retira acusações abertas contra viúvo de Benazir Bhutto

Islamabad, 6 mai (EFE).- Uma corte paquistanesa retirou hoje todas as acusações de crimes e corrupção que estavam abertas contra o viúvo de Benazir Bhutto e líder do governante Partido Popular do Paquistão (PPP), Asif Ali Zardari.

EFE |

Segundo a emissora privada "Geo TV", Zardari pediu ao Tribunal Superior da província de Sindh a retirada de dois casos abertos contra ele no exterior devido à "ordem de reconciliação nacional", o que foi aceito pela corte.

A ordem da justiça, promulgada em 5 de outubro pelo presidente paquistanês, Pervez Musharraf previa que fossem fechados os casos abertos antes de 17 de outubro de 1999 contra donos de altos cargos no Paquistão, o que facilitou a volta de Bhutto e seu marido ao país.

Benazir Bhutto foi morta em um atentado, em dezembro. Depois disto, seu viúvo assumiu a liderança do PPP.

Zardari, que passou quase 11 anos na prisão sem chegar a ser condenado, é conhecido como "o senhor 10%" pelas comissões que supostamente cobrava. Nos últimos dois meses ele viu, da cadeia, serem retiradas todas as acusações que pesavam sobre ele.

Do líder do PPP foi também retirada a acusação de estar envolvido no assassinato de Murtaza Bhutto, um dos irmãos de sua esposa.

Zardari, livre do peso da Justiça, poderá agora tentar um assento no Parlamento nacional.

Desta forma, o viúvo de Bhutto estaria em condições de se tornar o chefe de Governo substituindo o atual primeiro-ministro, Yousaf Raza Guillani (do PPP), como a imprensa paquistanesa especula que pode acontecer.

A Comissão Eleitoral adiou ontem, para o próximo dia 18 de agosto, o pleito que deve decidir quem ficará com as cadeiras vagas tanto na Assembléia Nacional como nas provinciais. EFE igb/rr/fal

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