Londres, 23 jul (EFE).- Um tribunal britânico negou hoje ao clérigo islâmico radical Abu Hamza a autorização para apelar aos juízes lordes, máxima instância judicial no Reino Unido, contra a extradição aos Estados Unidos, país que solicita o religioso por crimes de terrorismo.

A decisão judicial ocorre depois que a ministra do Interior britânica, Jacqui Smith, assinou em fevereiro a ordem de extradição de Hamza, que atualmente cumpre condenação de sete anos no Reino Unido por incitar ao assassinato e ao ódio racial.

O clérigo radical, de origem egípcia, enfrenta nos EUA onze acusações, entre elas uma por sua suposta participação no seqüestro de 16 turistas ocidentais no Iêmen em 1998, que acabou com a morte de quatro reféns.

As autoridades americanas o acusam também de organizar nos EUA um campo de treinamento para formar combatentes para lutar na guerra do Afeganistão em 2001, e de prestar apoio à rede terrorista Al Qaeda.

Os advogados de Hamza lutam contra a extradição desde que as autoridades americanas a reivindicaram pela primeira vez, em 2004, mas esta poderia acontecer a qualquer momento, já que se esgotaram as instâncias judiciais no Reino Unido.

Em fevereiro de 2006, o tribunal de Old Bailey (Londres) condenou Hamza a sete anos de prisão por incitar, em seus sermões, ao assassinato de não muçulmanos e judeus, e também por crimes relacionados ao terrorismo.

Após ser julgado nos EUA, Hamza deveria retornar ao Reino Unido para completar a condenação imposta neste país.

Uma vez cumprida a pena britânica, o clérigo seria devolvido às autoridades americanas para que cumpra nesse país a sentença que for imposta. EFE ep/an

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