Washington, 1 mai (EFE).- Um tribunal militar do Texas absolveu hoje um sargento hispânico do Exército dos Estados Unidos acusado de homicídio qualificado no caso de um extremista iraquiano que morreu durante uma operação contra membros da Al Qaeda no ano passado.

Fontes militares disseram que o sargento Leonardo Trevino, de 31 anos, enfrentava acusações de tentativa de homicídio, instigação para cometer um assassinato e obstrução da justiça.

O incidente ocorreu na aldeia de Mudadiya, quando os soldados entraram em uma casa após um enfrentamento com grupos insurgentes.

Durante o julgamento, o promotor militar, major Scott Linger, afirmou que os soldados encontraram o homem gravemente ferido e que testemunhas do incidente declararam que um dos militares pôs na mão do homem um fuzil e disse que todos deviam dizer que o mesmo encontrava-se armado.

Em sua alegação final, os promotores declararam que a morte do insurgente iraquiano foi injustificada, porque estava gravemente ferido e não representava uma ameaça.

No entanto, Richard Stevens, um dos advogados de Trevino, assegurou que o sargento tinha acatado as normas de combate e que tinha disparado quando o homem tratou de agarrar uma arma de fogo.

Stevens acrescentou que o Governo tinha apresentado até então como testemunha somente um soldado que tinha participado da operação, e que seu depoimento continha numerosas inconsistências.

EFE ojl/fr

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