Tribunal libanês condena casal que obrigou funcionária a abortar

Beirute, 20 jul (EFE).- Um tribunal libanês condenou um casal e um ginecologista a cinco anos de prisão por ter provocado o aborto de uma trabalhadora congolesa para evitar pagar a passagem de volta dela a seu país, informou hoje a imprensa libanesa.

EFE |

Segundo o jornal libanês em língua francesa "L'Orient-Le Jour", a cidadã congolesa, cuja idade e nome não foram divulgados, chegou ao país em 2004 e começou a trabalhar como faxineira em uma casa da qual foi demitida.

Então, a mulher começou a trabalhar na casa do dono da empresa que a tinha trazido ao Líbano.

Pouco tempo depois, os donos ficaram sabendo que a jovem estava grávida, mas, em vez de enviá-la a seu país de origem, como estava previsto no contrato, os chefes a levaram a um ginecologista que lhe provocou um aborto sem seu consentimento.

Após a operação, a mulher conseguiu escapar e foi amparada por um clérigo jesuíta que lhe ofereceu defesa judicial.

Depois de uma primeira sentença e uma apelação, os três acusados foram definitivamente sentenciados a cinco anos de prisão, tal como prevê o código penal libanês.

A sentença é considerada um marco na defesa dos direitos dos trabalhadores estrangeiros no Líbano, onde as comunidades de países que fornecem mão-de-obra vivem totalmente desprotegidas. EFE ks/db

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