Tribunal julgará pedido de liberdade de ex-dirigente do Khmer Vermelho

Phnom Penh, 3 jul (EFE).- O tribunal internacional criado para julgar os ex-dirigentes do Khmer Vermelho suspendeu a audiência para avaliar a apelação apresentada hoje contra a detenção do ex-ministro de Assuntos Exteriores do Camboja Ieng Sary, de 82 anos e acusado de crimes de guerra e contra a humanidade.

EFE |

A conclusão do processo judicial acontece após quatro dias de audiências, nas quais os promotores e advogados de Ieng expuseram seus respectivos argumentos.

"O processo foi estendido, pois foram abordados muitos aspectos, inclusive a anistia concedida pelo rei ao acusado e seu pedido de liberdade", declarou Reach Sambath, porta-voz do tribunal auspiciado pela ONU.

Sambach disse que o tribunal "não disse quando dará o veredicto" ao recurso de apelação de Ieng, um dos cinco ex-membros da cúpula do Khmer Vermelho que foram acusados formalmente de envolvimento no genocídio.

A defesa de Ieng pediu ontem a libertação "imediata e incondicional" de seu cliente, por considerar que sua detenção é ilegal.

O pedido de liberdade se baseia na tese de que o tribunal deve reconhecer a validade do perdão real e da anistia recebida por Ieng e que, segundo sua versão, impede que possa ser julgado por genocídio.

A defesa afirma que seu cliente, que sofre de problemas cardiovasculares e renais há quase uma década, deve ser posto em liberdade por causa de seu "delicado estado de saúde".

Ieng, considerado o "irmão número três" do Khmer Vermelho, foi preso em novembro do ano passado e desde então foi hospitalizado três vezes na capital do Camboja, Phnom Penh, por causa de doenças cardiovasculares e renais.

Cerca de 1,7 milhão de pessoas morreram durante o regime do Khmer Vermelho, de abril de 1975 a janeiro de 1979, nos contínuos genocídios ordenados pela cúpula da organização e por causa das crises de fome e doenças. EFE jcp/wr/rr

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