Tribunal jordaniano condena membros do Hamas a penas de 5 a 15 anos

Amã, 12 jun (EFE).- O Tribunal de Segurança Nacional da Jordânia condenou hoje três supostos membros do grupo palestino Hamas a penas de cinco a quinze anos de prisão por planejar atentados terroristas, informaram fontes judiciais.

EFE |

Sobre os condenados, pesavam as acusações de tráfico de armas entre a Jordânia e a Síria, de receber treinamento militar nesse país, e de planejar ataques contra alvos jordanianos e membros dos serviços de inteligência.

O tribunal decretou quinze anos de prisão para Ayman Hamdala, e cinco para Ahmad abu Rabi e Ahmad abu Diab, assim como trabalhos forçados para os três.

Nenhum dos acusados, nem a direção do Hamas, reconheceu fazer parte do grupo sunita palestino.

Os três foram detidos em abril de 2006, um dia antes da chegada à Jordânia do então ministro de Assuntos Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Mahmoud Zahar, membro do Hamas.

As detenções serviram de pretexto ao Governo do reino jordaniano para cancelar a reunião programada para o dia seguinte.

A Jordânia só reconhece como legítimo o Governo da ANP, liderada por Mahmoud Abbas, e rejeitou qualquer contato com o Hamas, aliado ao braço jordaniano dos Irmãos Muçulmanos, principal grupo da oposição. EFE gb/an

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