Tribunal iraquiano condena alto comandante do Exército do Mahdi à morte

Um chefe do Exército do Mahdi, a poderosa milícia xiita do líder radical iraquiano Moqtada al-Sadr, foi condenado à morte neste sábado por seu envolvimento na morte de 52 pessoas em agosto de 2007 em Kerbala (sul), segundo um comunicado do tribunal que pronunciou a sentença.

AFP |

A Corte de Apelação de Kerbala, cidade sagrada xiita localizada 110 km ao sul de Bagdá, condenou Ali Sharia, um alto-comandante do Exército do Mahdi, à forca, declarou o juiz Abed al-Nur al-Fatlawi, citado em um comunicado do tribunal.

"As provas contra o acusado eram numerosas e ele reconheceu seus crimes", prosseguiu o juiz.

Kerbala, que abriga os mausoléus do imã Hussein e de seu meio-irmão Abbas, venerados pelos xiitas, foi cenário em agosto de 2007 de violentos confrontos entre a Polícia e os combatentes do Exército do Mahdi que deixaram 52 mortos.

A Polícia de Kerbala acusa freqüentemente a milícia de Moqtada al-Sadr de atos de violência nos últimos quatro anos, após a invasão norte-americana de março de 2003.

Não é a primeira vez que a justiça iraquiana condena um membro do Exército do Mahdi, mas Ali Sharia é o mais alto comandante a ter sido condenado à morte.

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