Tribunal invalida acusações contra candidato à Presidência sul-africana

Johanesburgo, 12 set (EFE).- Jacob Zuma, líder do governante Congresso Nacional Africano (CNA) e favorito nas eleições para presidente da África do Sul em 2009, não terá que ir a julgamento, já que o Tribunal Superior de Pietermaritzburg invalidou as acusações por corrupção que pesavam contra ele.

EFE |

O juiz de Pietermaritzburg Chris Nicholson leu durante mais de duas horas a resolução, que permite a Zuma participar, livre das 16 acusações, das próximas eleições presidenciais na África do Sul.

Zuma foi acusado em 2006, pela segunda vez, de corrupção, fraude, lavagem de dinheiro e chantagem, mas os advogados do presidente do CNA apresentaram um recurso alegando que seu cliente não fora informado das acusações formalmente pela Promotoria e que, por isso, o processo não era legal.

Segundo o juiz Nicholson, que insistiu que não se julgava a inocência ou culpabilidade de Zuma mas a pertinência legal do caso, o presidente do CNA poderia ter sido "vítima de conspirações políticas" para afastá-lo do poder.

Para o juiz do Tribunal de Pietermaritzburg, a Promotoria nacional sul-africana "deveria ter escutado à representação (legal) do acusado", e ter retirado as acusações.

Não é a primeira vez que acusações contra Zuma são invalidadas, já que em setembro de 2006 outro tribunal as rejeitou, embora tenha deixado aberta a porta para que fossem formuladas de novo, o que a Promotoria fez em dezembro de 2007 e que agora se dão por encerrados com esta decisão. EFE hc/rr

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