Tribunal europeu rejeita recurso de hacker para não ser extraditado aos EUA

Paris, 28 ago (EFE) - O Tribunal Europeu de Direitos Humanos rejeitou hoje o recurso impetrado pelo hacker Gary McKinnon contra sua extradição do Reino Unido aos Estados Unidos, onde será julgado por ter invadido os computadores do Governo americano antes e depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

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Em 29 de julho, o britânico enviou à corte um pedido no qual alegava que, se fosse condenado nos EUA, poderia sofrer tratamentos desumanos ou degradantes, argumento que aparece na Convenção Européia de Direitos Humanos.

O tribunal aceitou estudar o recurso, pelo que McKinnon, que usava o apelido de "Solo", evitou sua extradição até a decisão judicial.

McKinnon é acusado pelos EUA de "atividades informáticas fraudulentas", ao ter tido acesso ilegalmente a vários dos softwares considerados os mais seguros do planeta entre fevereiro de 2001 e março de 2002.

Entre os sistemas invadidos estão os computadores da agência espacial americana (Nasa, em inglês), o Exército, a Marinha, o Departamento de Defesa e a Força Aérea.

Solo, de 42 anos, perdeu em 30 de julho um recurso judicial na Câmara dos Lordes do Reino Unido, após uma sentença anterior do Tribunal Superior que, em 2007, ordenou sua extradição.

McKinnon pode ser condenado nos EUA a uma pena de várias décadas de prisão, além de ter que pagar multas, já que a Promotoria afirma que alterou e apagou arquivos em uma instalação naval pouco depois dos atentados de 11 de Setembro, o que deixou os sistemas não operacionais.

Solo admite que teve acesso aos computadores de sua casa em Londres, mas assegura que não quis sabotá-los, e que só buscava informação sobre ovnis, a fim de revelar uma suposta conspiração para esconder avistamentos destes objetos.

Para a defesa do hacker, seu cliente não é nem um terrorista nem um simpatizante do terrorismo e, além disso, o Governo britânico rejeitou processá-lo para permitir à Administração americana fazer de seu caso um exemplo, o que traria a Solo conseqüências "desproporcionais e intoleráveis". EFE jaf/db

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