Tribunal europeu condena Rússia por desaparecimento de jovem checheno em 2002

Paris, 18 set (EFE).- O Tribunal Europeu de Direitos Humanos condenou hoje a Rússia pelo desaparecimento de um checheno seqüestrado em 2002 por militares russos em uma das operações chamadas de limpeza.

EFE |

A corte, com sede em Estrasburgo (França), concedeu aos parentes de Ayub Khashidovich Takhayev - jovem seqüestrado pelas tropas russas em Mesker-Yurt, no distrito checheno de Shalinskiy - uma indenização de 35 mil euros por danos morais, de 3 mil euros por danos materiais e de 3.650 euros em conceito de custas do processo.

Em sua sentença os juízes consideraram comprovado que o jovem "foi detido por militares russos em uma operação de segurança não reconhecida" e "no contexto do conflito na Chechênia (...) convém presumir que Ayub Takhayev morreu durante sua detenção".

Isto significa que houve uma violação de vários artigos da Convenção Européia de Direitos Humanos, começando pelo direito à vida.

Além disso, o tratamento recebido pelos familiares, que não receberam nenhuma informação apesar de seus esforços, é considerado equiparável a "tratamento desumano".

Um dos parentes de Takhayev "sofreu uma detenção não reconhecida, desprovida das garantias previstas (...), o que constitui uma violação particularmente grave do direito à liberdade e à segurança consagrada por esta disposição". EFE ac/wr/fal

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