Juiz foi acusado de aceitar honorários por palestras em universidade patrocinada por empresas envolvidas em casos perante seu tribunal

A Suprema Corte da Espanha rejeitou um caso de suborno contra o juiz de defesa dos direitos humanos Baltasar Garzón nesta segunda-feira, depois que ele teve sua licença para advogar cassada na semana passada em um caso separado no qual registrou ilegalmente conversas de suspeitos.

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O juiz espanhol Baltasar Garzón, que tentou extraditar Augusto Pinochet, sentado durante o início de seu julgamento na Suprema Corte de Madri (17/1/2012)
Reuters
O juiz espanhol Baltasar Garzón, que tentou extraditar Augusto Pinochet, sentado durante o início de seu julgamento na Suprema Corte de Madri (17/1/2012)

Garzón enfrentava três processos judiciais, e no último, ele foi acusado de aceitar honorários por palestras que deu em uma universidade nos Estados Unidos e que eram patrocinadas por empresas espanholas envolvidas em casos perante seu tribunal.

Mas a Suprema Corte decretou que o estatuto de limitações havia expirado sobre as acusações, já que elas foram levadas à Justiça em 2009, mais de três anos depois que os supostos pagamentos ilícitos foram feitos. Garzón, 56 anos, negou qualquer delito.

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Garzón aguarda o veredicto em um terceiro caso contra ele, o mais polêmico, em que é acusado de exceder sua autoridade ao ordenar um inquérito sobre o assassinato e o desaparecimento de mais de 100 mil indivíduos pelas forças leais ao falecido ditador Francisco Franco.

As investigações contra Garzón dividiram a Espanha. Alguns o veem como vítima de uma caça às bruxas política, porque ele assumiu grandes casos de corrupção e investigou capítulos do violento passado da Espanha, mas outros o veem como um juiz arrogante e negligente que ultrapassou seus limites.

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