Rabat, 17 jun (EFE).- Um tribunal marroquino aumentou hoje, de 15 para 20 anos, a pena dada em primeira instância ao terrorista Saad Hosseini, chefe do Grupo Islâmico Combatente Marroquino (GICM) e suspeito de participar dos atentados do dia 11 de março de 2004, em Madri.

Além disso, o Tribunal de Apelação de Salguei elevou as penas contra cinco terroristas, de oito para dez anos de prisão e confirmou a condenação de outros 11 acusados, de cinco e três anos de prisão.

Segundo a agência oficial "MAP", o tribunal ampliou de 15 para 20 anos a pena de Hosseini, acusado de ser líder do setor militar do GICM, grupo associado à Al Qaeda e autor dos atentados suicidas realizados nos dia 16 de maio de 2003, em Casablanca, que matou 45 pessoas.

Segundo a acusação, Hosseini, preso em março de 2007 em Casablanca, viajou ao Afeganistão para ser treinado para a utilização de armas automáticas, para a fabricação de explosivos e para a execução de técnicas da guerrilha.

Desde sua volta ao Marrocos, em 2002, o acusado ativou várias células do GICM, criou campos de treinamento terrorista nas montanhas do Rif e do Atlas e montou fábricas de bombas, que foram usadas nos atentados em Casablanca, segundo acusações que resultaram em sua condenação.

Hosseini é, além disso, suspeito de participar dos atentados de Madri, que aconteceram no dia 11 de março de 2004 e causaram a morte de 191 pessoas. Sua vinculação ainda não pode ser comprovada, de acordo com o juiz da Audiência Nacional Juan do Olmo, por não ter obtido amostras de seu DNA, já ele se negou fornecê-las.

As relações de Hosseini com membros de grupos terroristas e sua possível presença na Espanha no dia 11 de março de 2004 são os indícios usados para acusá-lo da participação nos atentados.

A prisão de Hosseini aconteceu três dias antes de outro atentado, registrado no dia 11 de março de 2007, em um cibercafé de Casablanca, no qual um terrorista suicida morreu e outro ficou ferido, assim como outras três pessoas. EFE alr/pd

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