Tribunal dos EUA nega libertação de presos de Guantánamo

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta quarta-feira reverter uma decisão de um tribunal anterior que previa que 17 detentos da prisão de Guantánamo fossem libertados em território americano. Os detentos são 17 membros da etnia uigur, originários do oeste da China.

BBC Brasil |

Em outubro, um juiz distrital americano havia decidido que os 17 detentos deveriam ser libertados, contrariando o parecer do então governo americano, que sustentava que eles representavam um risco.

Na decisão desta quarta-feira, o tribunal federal disse que apenas o poder Executivo americano, não o Judiciário, poderia tomar qualquer decisão que envolvesse imigração. Os Estados Unidos vêm se recusando a enviar os uigures para a China pelo temor de que eles sejam perseguidos.

A China sustenta que existe um movimento separatista no oeste do país com o objetivo de criar uma nação independente para os uigures - que têm língua e cultura próprias, além de, em sua maioria, serem muçulmanos.

O governo chinês havia solicitado ao governo americano que extraditasse os prisioneiros para que fossem julgados na China por suas supostas atividades separatistas.

Suécia e Albânia já ofereceram abrigo a outros uigures que estavam presos em Guantánamo, mas até agora nenhum país se ofereceu para receber os 17 detentos. O grupo está preso em Guantánamo desde 2001, quando foram capturados no Afeganistão.

Em janeiro, o presidente americano, Barack Obama, assinou um decreto determinando o fechamento futuro da prisão americana em Cuba.

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