Tribunal dos Estados Unidos decide a favor de preso em Guantánamo

HAVANA - O Tribunal Federal de Recursos dos Estados Unidos rejeitou a classificação de um prisioneiro mantido na prisão da Baía de Guantánamo, em Cuba, como combatente inimigo - uma decisão inédita em cortes americanas.

BBC Brasil |

O prisioneiro Huzaifa Parhat, um chinês muçulmano, foi capturado no Afeganistão em 2001. Ele agora está autorizado a requisitar sua libertação em alguma corte distrital americana.

Há duas semanas, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que os prisioneiros estrangeiros detidos na base americana de Guantánamo, em Cuba, podem contestar sua detenção em tribunais civis do país.

Inimigo

O governo americano dizia que Parhat era integrante de um grupo islâmico do Turcomenistão, que teria ligações com a rede extremista Al-Qaeda.

Seus advogados alegaram que a etnia uigur, à qual pertence Parhat, vê o governo chinês como o inimigo e não os Estados Unidos.

Os juízes americanos decidiram que o Pentágono precisa libertar Parhat, transferi-lo de prisão ou realizar um novo tribunal militar para julgá-lo.

Parhat é um dentre vários chineses dessa etnia detidos na base de Guantánamo.

O caso deles se tornou um problema diplomático e judicial para os Estados Unidos, que tentaram encontrar um país que os acolha ao mesmo tempo em que defendiam sua decisão de mantê-los como "combatentes inimigos".

Cerca de 490 pessoas estão detidas em Guantánamo, que começou a funcionar em janeiro de 2002. Constantes críticas são feitas pela comunidade internacional em relação às condições dos detentos no campo americano e o período em que eles estão sendo mantidos ali sem julgamento.

Grupos defensores dos direitos humanos disseram que os detentos, suspeitos de envolvimento em atos terroristas, são maltratados em métodos cruéis de interrogatórios - acusação negada pelos Estados Unidos.

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