Tribunal do RJ ordena que Sean Goldman seja devolvido ao pai nos EUA

Rio de Janeiro, 1 jun (EFE).- A 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro concedeu hoje a guarda de Sean Goldman, de 9 anos, ao pai, David, que, para reaver a custódia do menino, conseguiu até que o chefe de Estado americano, Barack Obama, intercedesse por sua causa junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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A Corte determinou que Sean volte aos Estados Unidos junto ao pai de forma imediata e fixou de prazo até a próxima quarta-feira para que se apresente no Consulado dos Estados Unidos, segundo a sentença divulgada pelo organismo.

Até o momento da partida, Sean estará sob a proteção e tutela de agentes da Polícia Federal (PF), que garantirão que seja entregue às autoridades americanas.

O advogado de João Paulo Lins e Silva, padrasto e tutor do menino, já anunciou que recorrerá da decisão judicial e pedirá a suspensão da viagem de forma cautelar até que seja emitida a sentença final do caso.

Sean nasceu nos Estados Unidos e morou no país até 2004, quando, aos quatro anos, foi levado ao Brasil pela mãe, a brasileira Bruna Bianchi, que disse ao marido que sairia de férias para conseguir a autorização para ir com a criança.

Bianchi ficou no Rio de Janeiro com Sean e nunca voltou aos EUA.

Mais tarde, se divorciou do marido e se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva.

Em 2008, Bianchi morreu por complicações em um parto e Sean vive atualmente com o padrasto, que rejeita que o menino volte a morar com o pai alegando que seria um trauma para a criança. EFE mp/db

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