Tribunal dinamarquês condena dois jovens por preparar atentado

Copenhague, 21 out (EFE) - Um tribunal de Glostrup, aos arredores de Copenhague, condenou hoje dois jovens de 22 anos ligados à rede terrorista Al Qaeda a penas de 7 e 12 anos de prisão por fabricar explosivos e preparar um atentado terrorista. O líder do grupo, um dinamarquês de origem paquistanesa cujo nome responde às siglas H.K.

EFE |

, recebeu a pena mais alta, enquanto o afegão A.T. deverá passar 7 anos preso e depois será expulso da Dinamarca, com proibição de voltar ao país.

A sentença menciona entre as provas um vídeo de H.K. fabricando uma bomba em seu apartamento e cantando uma música sobre os terroristas mártires e várias gravações de ambos falando sobre os possíveis efeitos de uma bomba de entre 10 e 20 quilos.

H.K. viajou ao Paquistão em 2007 e visitou várias áreas conhecidas por acolher campos de treinamento da Al Qaeda; em seu celular foram encontradas fotos suas com outros homens, todos armados.

Os acusados negaram durante o julgamento estar preparando um atentado e asseguraram que tinham fabricado bombas por seu interesse por explosivos.

Os serviços de inteligência dinamarqueses vigiaram durante seis meses o apartamento de H.K., depois que este voltou do Paquistão, até que, em setembro de 2007, iniciaram uma operação na qual detiveram oito pessoas, embora só os dois réus tenham sido presos de forma preventiva e, depois, acusados.

A defesa ressaltou em sua argumentação que, apesar do longo tempo de escutas, os serviços secretos não tinham conseguido determinar nem o local nem a data do hipotético atentado, o que mostrava a falta de força das provas.

Outro jovem será julgado em breve, acusado de fazer um convite pela internet ao seqüestro de cidadãos dinamarqueses no exterior para pressionar as autoridades da Dinamarca a soltar H.K. e A.T.

Este é o terceiro caso contra células de terroristas islâmicas na Dinamarca nos últimos três anos, depois dos processos de um grupo da localidade de Odense, que terminou com três condenados a entre cinco e 12 anos de prisão, e de Glostrup, no qual um indivíduo recebeu uma pena de sete anos. EFE alc/db

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