Tribunal de Taiwan anula sentença que libertava ex-presidente

Taipé, 28 dez (EFE).- O Tribunal Superior de Taiwan anulou hoje de madrugada a sentença do Tribunal de Taipé que deixava em liberdade, sem fiança, o ex-presidente Chen Shui-bian, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

EFE |

"Chen é acusado de um delito grave e não se descarta que tente escapar", anunciou o porta-voz do Tribunal Superior, Wen Yao-iuane.

O líder foi acusado formalmente de corrupção e lavagem de dinheiro em 12 de dezembro, e o Tribunal de Distrito de Taipé decidiu libertá-lo, após longas horas de deliberação, na madrugada do dia 13.

A Promotoria Anticorrupção apelou da decisão e o Tribunal Superior de Taiwan pediu à Corte de Distrito de Taipé que voltasse a considerar o caso.

Em 18 de dezembro, o Tribunal de Taipé confirmou sua decisão de deixar em liberdade Chen, por considerar que não havia perigo de que escapasse ou se reunisse com outros implicados.

O ex-presidente Chen Shui-bian esteve em detenção preventiva entre 12 de novembro e 13 de dezembro, no Centro de Detenção de Taipé.

Chen e seus parentes foram acusados de delitos de corrupção e lavagem de dinheiro, em relação com um orçamento oficial da Presidência e de vários projetos públicos.

O ex-líder, que governou entre 2000 e 2008, irritou à China por defender uma identidade separada para a ilha.

No mesmo dia em que terminou seu mandato, em 20 de maio, teve início uma investigação sobre corrupção no uso de um orçamento oficial, que depois derivou em novas acusações, incluindo a lavagem de milhões de dólares.

Chen se declara inocente e afirma que tudo é uma manobra política do governante Partido Kuomintang (KMT) em complô com o Partido Comunista Chinês. EFE flp/db

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