Tribunal de Milão condena Fininvest de Berlusconi a pagar R$ 1,24 bilhão

Holding de propriedade do premiê italiano foi condenada por prejuízos ao grupo CIR de Carlo de Benedetti, no caso Mondadori

iG São Paulo |

O Tribunal de Apelações de Milão condenou neste sábado o grupo Fininvest, de propriedade do primeiro- ministro Silvio Berlusconi, a pagar 560 milhões de euros (cerca de R$ 1,24 bilhão) por danos e prejuízos ao grupo CIR de Carlo de Benedetti no caso Mondadori.

A holding de Berlusconi havia sido condenada em primeira instância em outubro de 2009 a pagar 750 milhões de euros a seu histórico rival, o empresário Carlo De Benedetti, depois de uma longa batalha legal por ter se apoderado do grupo editorial Mondadori, nos anos 90.

A justiça italiana estimou que, em 2007, a aquisição de Mondadori em 1991 por parte de Berlusconi foi realizada através do suborno dos juízes do caso.

A Fininvest apresentou um recurso contra a sentença. A decisão do tribunal deve ser executada de forma imediata.

Berlusconi também é julgado no caso Ruby , no qual é acusado de incitação à prostituição de menores e abuso de poder, e no caso Mills , em que é julgado por supostamente ter subornado um advogado para prestar falso testemunho.

Eleições

Nesta semana, Berlusconi confirmou que não sairá como candidato nas próximas eleições legislativas , previstas para 2013. A declaração foi feita em entrevista ao La Repubblica, num momento em que seu governo é assolado por disputas internas, e seu ministro da Economia se vê envolvido em uma investigação por corrupção.

"Nas próximas eleições não pretendo lançar-me como candidato à presidência do Conselho", afirmou o político multimilionário de 74 anos. "O candidato de centro-direita será Angelino Alfano", disse Berlusconi, indicando como seu herdeiro o atual ministro da Justiça e recém-eleito secretário nacional de seu partido, o Povo da Liberdade (PDL), de 41 anos. "Aos 77 anos, não posso voltar a ser primeiro-ministro. Se eu pudesse, saía agora", disse ao La Repubblica, jornal que lhe faz oposição. "Não estou renunciando, mas dá vontade", disse.

O líder do PDL afirmou que em seu partido "estão todos de acordo" com que Alfano seja seu substituto, explicando que não se retirará da política, já que participará da campanha eleitoral e se dedicará a tentar formar o Partido Popular Europeu na Itália.

Berlusconi, que havia antecipado sua decisão em abril durante um jantar com jornalistas estrangeiros em Roma, afirmou que também não pensa em tentar ser presidente da República. "Não é um cargo para mim. É mais para Gianni Letta", afirmou, referindo-se a seu assessor pessoal e braço direito há anos. "É a pessoa mais adequada porque ele é uma grande pessoa e tem boas relações com todos, incluindo a centro-esquerda, que vai apoiá-lo", disse.

*Com AFP

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