O Tribunal Especial para o Líbano, encarregado de julgar os supostos autores de atentados terroristas cometidos nesse país, entre eles o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri, deu início a suas audiências neste domingo em Haia, constatou um jornalista da AFP.

"Dou-lhes as boas-vindas nesta cerimônia de abertura", declarou o britânico Robin Vincent, secretário de justiça do Tribunal.

O promotor canadense Daniel Bellemare, que junto a Vincent dirigiu a comissão internacional que investigou a morte de Hariri, também acompanha o processo.

Os dois primeiros relatórios da comissão de investigação da ONU, criada dois meses após o assassinato de Hariri, que faleceu junto a mais 22 pessoas em um atentado com uma caminhonete-bomba, determinaram o envolvimento dos serviços de inteligência sírio e libanês.

Inúmeras pessoas próximas ao presidente sírio, Bachar al Asad, foram citadas pelos investigadores, mas a Síria negou qualquer envolvimento no atentado.

"Minha equipe e eu faremos tudo o que for humana e legalmente possível para garantir que a verdade venha á luz e que os responsáveis dos crimes sejam levados à justiça", prometeu Bellemare.

Quatro generais estão detidos no Líbano dentro desta investigação pelo assassinato de Rafic Hariri. Três suspeitos foram liberados quarta-feira pela justiça libanesa. Eles eram acusados de ter passado informações que induziram em erro os investigadores.

axr/lm

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