Tribunal de Haia aceita novo indiciamento de Karadzic

AMSTERDÃ - O tribunal de Haia aprovou a maior parte de um novo termo de indiciamento contra o ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic, reduzindo a abrangência dos supostos crimes cometidos por ele durante a Guerra da Bósnia (1992-95).

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Karadzic
Karadzic foi preso em julho de 2008
A decisão dos três juízes, que ocorre antes de uma audiência preliminar na sexta-feira para que Karadzic responda às acusações no novo indiciamento, permite o julgamento mais eficiente que os promotores buscavam.

O novo indiciamento contém o mesmo número de acusações (11, inclusive 2 de genocídio), mas reduz a área de sua ocorrência.

Os promotores haviam acrescentando três incidentes de homicídio, mas os juízes do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia rejeitaram a petição, por considerarem que não esta "adequadamente amparada nas provas".

Karadzic, 63 anos, foi preso em julho de 2008, após ficar 11 anos foragido. Vivia disfarçado em Belgrado, com barba e cabelos longos, praticando a medicina alternativa.

Depois de ser preso, recusou-se a declarar qualquer coisa ao tribunal, e o juiz responsável pelos procedimentos preliminares pressupôs uma declaração de inocência. Karadzic, que diz não reconhecer a legitimidade do tribunal, na sexta-feira será convidado a novamente declarar-se culpado ou inocente.

O ex-dirigente servo-bósnio advoga em causa própria, como já fazia o ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, que morreu durante o julgamento em Haia, em 2006.

Em seu pedido para emendar o indiciamento, os promotores argumentavam que "qualquer pequena demora será mais do que compensada pelo tempo poupado resultante de um indiciamento mais focado e preciso".

Entre as principais mudanças, os promotores retiraram uma acusação de cumplicidade em genocídio, e dividiram outra acusação de genocídio em dois períodos distintos - um deles abrangendo o massacre de 8.000 muçulmanos em Srebrenica em 1995.

As demais acusações contra Karadzic, alteradas para refletir novas informações e estreitar o foco das imputações, incluem crimes contra a humanidade, homicídio, deportação, terrorismo, ataques ilegais contra civis e sequestro.

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