Tribunal de apelação americano decide a favor de preso de Guantánamo

Washington, 23 jun (EFE).- Um tribunal de apelações dos Estados Unidos anulou hoje a classificação de combatente inimigo que havia sido dada ao presidiário de Guantánamo Huzaifa Parhat, o que abre caminho para sua possível libertação.

EFE |

O tribunal em Washington ordenou que o Departamento de Defesa ponha em liberdade, transfira a uma prisão civil ou realize um julgamento militar "rapidamente" contra Parhat.

Parhat pertence à minoria étnica chinesa uigur e foi detido no Afeganistão há seis anos.

A decisão do tribunal também indica que o preso pode reivindicar sua liberdade perante um tribunal ordinário se respaldando na sentença da Suprema Corte, que há duas semanas determinou que os prisioneiros de Guantánamo têm direito a levar seus casos a juízes civis.

Ao longo do processo, uma das questões-chave foi determinar se Parhat esteve envolvido em atividades contra os EUA que permitissem classificá-lo como combatente inimigo.

Seus advogados alegavam que para o acusado, o inimigo era a China, não os EUA, e que Parhat nunca cometeu atentados contra os EUA.

Já o Pentágono alegava que o chinês recebeu treinamento de um grupo que tem vínculos com a rede terrorista Al Qaeda.

A decisão do tribunal foi anunciada através de um comunicado que diz que a sentença foi adotada na sexta-feira passada.

Calcula-se que a base militar americana de Guantánamo acolhe cerca de 270 presos classificados pelos EUA como combatentes inimigos. EFE mv/rr

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