Tribunal condena marroquino a 10 anos por atentados de Madri

(atualiza com condenação) Rabat, 4 dez (EFE) - O tribunal de Apelação de Salé, cidade vizinha à capital do Marrocos, Rabat, condenou hoje a dez anos de prisão o marroquino Hicham Ahmidan, acusado de participação nos atos terroristas de 11 de março de 2004 em Madri.

EFE |

Ahmidan, contra o qual pesava uma ordem de detenção internacional emitida em 26 de abril de 2004 pela Audiência Nacional espanhola, que investiga os atentados na capital espanhola, foi detido nesse mesmo ano e condenado a cinco anos de prisão por tráfico de drogas.

O promotor acusou-o hoje de participar dos atos terroristas de 11 de março de 2004 ajudando os terroristas, com base em vestígios de DNA e pegadas dele que a Polícia espanhola encontrou em uma casa e em quatro carros utilizados pelos terroristas.

Ele acrescentou que a Polícia encontrou em um dos carros peças para a fabricação de explosivos semelhantes aos utilizados nos atentados de 11 de março, que mataram 191 pessoas e feriram quase duas mil.

A defesa de Ahmidan, que pediu sua absolvição, classificou de "relações familiares" o vínculo de seu cliente com Jamal Ahmidan, considerado o chefe logístico do comando que cometeu os atentados, e que se suicidou em 3 de abril, e Hamid Ahmidan, condenado a três anos de prisão pela Justiça espanhola.

O advogado de Hicham, Ali Amar, ressaltou que "entre marroquinos é normal emprestar um carro ou viver na mesma casa, o que não significa participar de um ato criminoso cometido por outro parente", e acrescentou que seu cliente "é inocente porque não tinha nenhuma vontade de cometer um ato terrorista".

Amar protestou contra o que qualificou de "perseguição" a Ahmidan, que foi julgado pela mesma acusação e absolvido pela Justiça em 2004, e defendeu que "legalmente não se pode julgar uma pessoa duas vezes pelo mesmo crime". EFE hm/db

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