Tribunal britânico rejeita apelo de fundador do WikiLeaks contra extradição

Advogados de Julian Assange vão recorrer à Suprema Corte para evitar seu envio à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais

iG São Paulo |

Um tribunal de Londres rejeitou nesta quarta-feira um recurso do fundador do site WikiLeaks , Julian Assange , contra sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais . Os advogados de Assange prometeram apelar novamente da decisão, agora na Suprema Corte do Reino Unido.

Reuters
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, chega a tribunal em Londres

Os juízes John Thomas e Duncan Ousely disseram que Assange, que estava presente no tribunal para ouvir o veredicto, deve ser extraditado para responder às acusações de abuso sexual de duas mulheres em Estocolmo no ano passado

Assange, 40 anos, nega as acusações, que considera politicamente motivadas por causa de seu trabalho no WikiLeaks, site especializado em divulgar documentos oficiais.

O recurso julgado nesta quarta-feira foi contra uma decisão de fevereiro, tomada pelo juiz britânico Howard Riddle, a favor da extradição de Assange. Na ocasião, os advogados de Assange disseram que ele não teria um julgamento justo na Suécia - um argumento rejeitado por Riddle.

Assange foi preso em 7 de dezembro de 2010 após se entregar à polícia de Londres, que cumpriu um mandado de prisão internacional emitido pela Suécia. Ele foi solto sob fiança nove dias depois e, desde então, esteve em prisão domiciliar em Londres.

WikiLeaks

Na semana passada, Assange afirmou que problemas financeiros podem levar ao fechamento de seu site até o fim deste ano. "Se o WikiLeaks não encontrar uma forma de remover o bloqueio, simplesmente não seremos capazes de continuar", disse, referindo-se ao bloqueio de seus recursos por operadoras de cartões de crédito e outras empresas desde 2010.

Em um comunicado, o site de vazamentos, que publicou milhares de documentos comprometedores de governos de todo o mundo, anunciou a suspensão temporária da divulgação de segredos e sigilos para concentrar-se na arrecadação de fundos que permitam garantir a futura sobrevivência.

O WikiLeaks destacou que suspende a divulgação de documentos secretos oficiais perante "o bloqueio arbitrário e ilegal" imposto por empresas americanas como Bank of America, Visa, MasterCard, PayPal e Western Union, que, segundo Assange, "destruiu 95% de nossos rendimentos".

O site criado por Assange afirma em um comunicado que se vê forçado a "arrecadar fundos agressivamente para contra-atacar", após o bloqueio que dificulta o acesso a fontes de financiamento.

Assange acusou os EUA de estar por trás da iniciativa dos ataques bancários, que privaram a organização de "dezenas de milhões de dólares em donativos" nos últimos 11 meses. O porta-voz do site, Kristinn Hrafnsson, disse que os donativos ao WikiLeaks foram de "mais de US$ 100 mil por mês" (antes da decisão do Visa e do Mastercard) para "US$ 6 mil ou US$ 7 mil" atualmente.

As companhias financeiras com base nos EUA cancelaram o envio de fundos ao WikiLeaks depois de o site começar a publicar cerca de 250 mil documentos confidenciais do Departamento de Estado americano.

Com AP e EFE

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