Tribunal britânico apóia interrupção de investigação sobre armas

Londres, 30 jul (EFE).- O tribunal da Câmara dos Lordes apoiou hoje a decisão do Escritório Antifraude do Reino Unido (SFO, na sigla em inglês) de parar em 2006 uma investigação sobre um contrato de venda de armas à Arábia Saudita, após ter recebido pressões desse país do Oriente Médio.

EFE |

Os juízes lordes, máxima instância judicial na Inglaterra, revogaram sentenças judiciais anteriores que consideraram essa decisão, tomada a pedido do então primeiro-ministro Tony Blair, ilegal.

Blair gerou grande controvérsia ao intervir pessoalmente em 2006 na interrupção da investigação, com o argumento de que o Governo saudita tinha ameaçado parar de colaborar com o Reino Unido no combate ao terrorismo.

O SFO averiguava supostos subornos da empresa britânica de defesa BAE Systems a membros da família real saudita para assegurar um multimilionário contrato de venda de aviões militares, conhecidos como Al-Yamamah, em 1985.

O Escritório averiguou a existência de um suposto fundo secreto de 90 milhões de euros utilizado pela BAE para subornar funcionários de países estrangeiros.

Em 10 de abril, o Tribunal Superior de Londres deu razão às organizações que lutam contra casos de corrupção que tinham pedido que fosse revisada judicialmente a polêmica decisão do SFO.

Os litigantes argumentaram que a decisão desse escritório - um organismo auspiciado pelo Governo e integrado no sistema judiciário - foi ilegal em virtude de uma convenção internacional anticorrupção. EFE jm/rr

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