Tribunal britânico adia decisão sobre preso de Guantánamo

Londres, 22 out (EFE).- O Tribunal Superior de Justiça do Reino Unido adiou hoje uma decisão na batalha legal empreendida por um preso de Guantánamo, que busca conseguir a desqualificação de alguns documentos que, segundo seus advogados, demonstram que ele sofreu torturas sob custódia americana.

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Os juízes Roger Thomas e David Lloyd Jones decidiram esse adiamento à espera de novos desenvolvimentos nos tribunais americanos, onde a equipe legal de Binyam Mohammed também empreendeu ações judiciais.

A decisão chega um dia depois de o Pentágono anunciar a retirada de acusações contra cinco detidos na base naval americana de Guantánamo, entre eles Mohammed, que tem residência legal no Reino Unido.

Segundo os juízes britânicos, os magistrados americanos estão melhor preparados "para resolver estas questões" e "para idealizar um mecanismo para uma desqualificação apropriada", assim como "para resolver a disputa de forma rápida e justa".

Mohammed, de 30 anos, foi detido no Paquistão em 2002 e levado a Guantánamo em 2004 após permanecer incomunicável e sem acesso a um advogado durante mais de dois anos e meio.

Após sua confissão, foi acusado de planejar atentados que incluíam o uso de material radioativo e armas químicas, uma acusação que foi retirada, embora siga enfrentando processos por envolvimento com terroristas.

Seus advogados querem ter acesso a um total de 42 documentos em poder das autoridades britânicas que, para eles, demonstram que Mohammed foi submetido a uma entrega extraordinária - detenção extrajudicial e encarceramento de suspeitos de terrorismo em outros países - e maus-tratos. EFE ep/rr

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