Tribunal americano diz que Noriega pode ser extraditado à França

Miami, 8 abr (EFE).- O 11º Tribunal de Apelações de Atlanta, nos Estados Unidos, determinou hoje que o general panamenho Manuel Antonio Noriega pode ser extraditado para a França, que o solicitou após condená-lo à revelia por lavagem de dinheiro.

EFE |

O tribunal da capital do estado americano da Geórgia rejeitou o argumento do ex-homem forte panamenho (1983-1989) de que, por sua condição de prisioneiro de guerra, deveria ser enviado imediatamente ao Panamá.

Os advogados de Noriega alegaram que extraditá-lo à França iria contra o regulamento estabelecido na Convenção de Genebra.

Esse tratado internacional permitiu aos Estados Unidos manterem o general panamenho detido, após o fim do conflito armado que travou no Panamá.

A França pediu-o em extradição após julgá-lo, em 1999, e condená-lo à revelia a dez anos de prisão pela lavagem de cerca de US$ 3,1 milhões.

A sentença foi emitida depois que um painel de três juízes do tribunal de apelações escutou, em janeiro, as alegações em uma audiência judicial realizada em Miami.

Os advogados de Noriega ainda podem recorrer da decisão ao plenário desse mesmo tribunal ou à Suprema Corte dos Estados Unidos.

A sentença de hoje ratificou a decisão do juiz federal William Hoeveler que, em agosto de 2007, negou o mesmo argumento relacionado à convenção de Genebra.

Capturado em 1989, durante a invasão americana no Panamá e condenado, em 1992, a 40 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, Noriega teve sua pena reduzida, por boa conduta, a 20 anos, dos quais cumpriu 17. EFE sob/jp

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