Tribunal adia data de veredicto do julgamento de Suu Kyi

Bangcoc, 31 jul (EFE).- O tribunal militar especial que julga a líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, adiou para o próximo dia 11 o anúncio do veredicto do julgamento, o que estava programado para hoje, segundo fontes diplomáticas europeias.

EFE |

Pelo menos 12 diplomatas estrangeiros, entre eles o cônsul dos Estados Unidos e o representante da Embaixada do Reino Unido, receberam autorização para assistir à audiência, que começou às 10h locais (0h30 de Brasília) na penitenciária de segurança máxima de Insein.

As forças de segurança de Yangun reforçaram a presença policial nos arredores da prisão e pediram o fechamento do comércio da área, diante do então iminente anúncio do veredicto.

Fontes da Liga Nacional pela Democracia (LND), o partido liderado por Suu Kyi, asseguraram que a Polícia deteve ontem à noite dezenas de ativistas em diferentes bairros de Yangun.

Vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, a líder opositora foi detida pela primeira vez em 1989 e passou 14 dos últimos 20 anos sob algum tipo de detenção.

Suu Kyi foi acusada de violar sua prisão domiciliar ao abrigar em sua casa durante duas noites um americano que invadiu seu domicílio após furar a segurança.

A última audiência do julgamento ocorreu na terça-feira passada, após um obscuro processo do qual apenas uma testemunha de defesa recebeu permissão para participar.

Suu Kyi pode pegar até cinco anos de cadeia por violar as condições da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, o que a deixaria fora das eleições que a ditadura militar birmanesa anunciou para 2010.

Ontem, os Estados Unidos renovaram seus pedidos de libertação da presa política mais famosa de Mianmar. "Achamos que deve ser libertada imediata e incondicionalmente, junto com os outros 2.100 prisioneiros políticos", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly.

As duas mulheres que cuidavam de Suu Kyi em seu confinamento e o invasor de sua residência, o americano John Willian Yettaw, também escutarão o veredicto das acusações que pesam contra eles pelo mesmo motivo da ativista.

O advogado de Suu Kyi, Nyan Win, já anunciou que apelará de uma possível sentença contra a líder opositora. EFE tai/bba

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