Tribunal absolve Carlos Menem de acusação de tráfico de armas

Ex-presidente argentino era acusado de ter contrabandeado armamentos para a Croácia e Equador

iG São Paulo |

O ex-presidente argentino Carlon Menem foi absolvido nesta terça-feira em um processo, que já durava três anos, por suposto contrabando de armas para a Croácia e Equador, entre 1991 e 1995, anunciou o Tribunal Penal Econômico 3, responsável pelo caso.

EFE
Carlos Menem, acusado de tráfico de armas, foi absolvido pelo Tribunal Penal Econômico 3

"(O Tribunal Penal Econômico 3) resolveu por maioria absolver Carlos Menem em relação ao crime de contrabando", leu um dos juízes. Os outros 17 acusados, incluindo o ex-ministro da Defesa Oscar Camillión; o ex-cunhado e assessor do presidente, Emir Yoma; e o ex-chefe da Força Aérea, Juan Pailik, também foram absolvidos após três anos de processo.

De acordo com o jornal Clarín, os promorotes pediam prisão de oito anos para o atual senador. O ex-presidente estava acompanhado de seus advogados, e segundo o diário argentino, "não pôde conter sua alegria" quando o veredicto foi lido.

"Acusei 18 pessoas que foram absolvidas, mas minha equipe continuará trabalhando e apelaremos da decisão", garantiu o promotor do caso, Mariano Borinsky.

Menem negou que tenha traficado armas durante seu mandato, de 1989 a 1999. Ele tinha conhecimento de ter assinado três decretos secretos entre 1991 e 1995 para exportar armas para a Venezuela e Panamá, mas disse que não tinha ideia que os rifles e munições produzidas na Argentina fossem parar no Equador e na Croácia, países que, na época, estavam sob embargos internacionais.

"Meus atos como presidente se limitaram a assinar esses decretos para exportar armas para a Venezuela e o Panamá", ele testemunhou, durante o julgamento. "A partir daí, todos os documentos escapam (do controle) do presidente. Eu nçao poderia ir até o serviço aduaneiro para ver qual destino as armas foram."

No caminho para a corte nesta terça, Menem comentou sobre o veredicto pendente. "Você tem que ter fé e esperança", disse.

* Com AP e AFP
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