Tribunais de Gaza receberão processos sobre a morte de Arafat

Gaza, 27 jul (EFE).- O ministro da Justiça do Governo do Hamas na Faixa de Gaza, Faraj al-Ghoul, disse hoje que os tribunais deste território aceitarão processos para o esclarecimento das causas, ainda desconhecidas, da morte de Yasser Arafat.

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"Pedimos que fosse formado um painel de investigação que examine o caso do assassinato de Yasser Arafat. As autoridades de Ramala não quiseram, mas está claro que foi assassinado", disse Ghoul, em comunicado.

O ministro reconheceu a "dificuldade" de que as cortes de Gaza possam eventualmente fazer cumprir uma condenação a "governantes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) que vivem em Ramala (Cisjordânia)", onde fica a sede do Governo palestino presidido pelo líder do Fatah, Mahmoud Abbas.

Arafat, o histórico líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) que fundou o Fatah, morreu em 2004 em um hospital de Paris, sem que fosse feita uma autópsia.

Muitos palestinos acham que ele foi envenenado por Israel, enquanto outras versões indicam que tinha aids.

Há duas semanas, a rede catariana "Al Jazira" reproduziu declarações de Farouk Qadumi, um dirigente palestino marginalizado da atual direção política, nas quais acusava Abbas e o ex-homem forte em Gaza, Mohammed Dahlan, de terem participado de um suposto plano para assassinar Arafat.

Essas afirmações - que levaram ao fechamento pela ANP do escritório da "Al Jazira" em Ramala - reabriram o debate sobre a morte de Arafat, a quem Ghoul qualificou, em sua nota, de antigo bastião da luta palestina. EFE Sar-ap/an

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