Treze anos depois, 30.000 pessoas lembram genocídio de Srebrenica

Cerca de 30.000 pessoas lembraram nesta sexta-feira em Srebrenica, no leste da Bósnia, o massacre em 1995 de cerca de 8.000 muçulmanos pelas forças sérvio-bósnias, a maior matança registrada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

AFP |

As cerimônias estão sendo realizadas no cemitério de Potocari, situado na entrada de Srebrenica, na presença principalmente do alto representante da comunidade internacional, Miroslav Lajcak, e de Haris Silajdzic, membro muçulmano da Presidência tripartida (sérvia, croata, muçulmana) da Bósnia.

"Peço ao Parlamento Europeu que proclame o dia 11 de julho dia de luto em toda a Europa", disse Mustafa Ceric, líder da comunidade islâmica da Bósnia.

"Durante esse dia (...), em todas as capitais, as nações da Europa deveriam fazer o voto de jamais tolerar o genocídio e o Holocausto", prosseguiu.

Ao final da cerimônia, um imã rezou pelos mortos antes que os restos de 308 vítimas identificadas, com idades entre 15 e 84 anos no momento da tragédia, fossem enterrados.

Os restos de cerca de 2.900 pessoas, exumados de dezenas de fossas comuns e identificados com exames de DNA, já foram enterrados em Potocari desde a inauguração do memorial em 2003.

Cerca de 8.000 muçulmanos foram mortos em julho de 1995, no espaço de alguns dias, pelas forças sérvio-bósnias que invadiram Srebrenica, um enclave muçulmano que na época estava sob proteção da ONU.

Em Belgrado, o presidente sérvio Boris Tadic prestou homenagem nesta sexta-feira às vítimas de Srebrenica, ressaltando o comprometimento das autoridades sérvias com a prisão dos fugitivos procurados pela justiça internacional por sua responsabilidade no massacre.

Esse massacre foi qualificado de genocídio pela Corte Internacional de Justiça.

bur-cn/dm

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