Três pessoas morreram, nove ficaram feridas e uma está desaparecida depois que a Força Aérea israelense bombardeou dois túneis clandestinos usados pelos palestinos para trazer mercadorias contrabandeadas para a Faixa de Gaza, segundo um novo balanço divulgado por fontes médicas palestinas.

Israel lançou o ataque em resposta a um disparo de morteiro em direção ao sul de Israel, que deixou um soldado ferido, segundo uma fonte militar israelense.

Os túneis bombardeados, situados perto da cidade de Rafah, na fronteira com o Egito, foram atingidos quando alguns palestinos faziam escavações em seu interior, segundo fontes médicas palestinas.

Três irmãos, Mansur (30 anos), Wael (26 anos) e Ibrahim al Batniji (24 anos), morreram no ataque. Outros nove palestinos ficaram feridos, e três deles estão internados em estado grave. Uma outra pessoa continua desaparecida, segundo fontes médicas.

Na manhã desta terça-feira, equipes de resgate buscavam os túneis para tentar encontrar sobreviventes.

Os túneis subterrâneos construídos em Rafah são usados principalmente para o tráfico de armas, além de servir como porta de entrada para combustível e outras mercadorias vindas do Egito. Israel mantém um bloqueio comercial sobre a Faixa de Gaza desde que o grupo radical islâmico Hamas assumiu o poder neste território, em junho de 2007.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez uma série de alertas ao longo das últimas semanas, afirmando que seu exército "responderá a cada tiro de foguete ou morteiro" disparado de Gaza.

Na segunda-feira, um palestino morreu e outro ficou ferido por disparos israelenses no norte da Faixa de Gaza, perto da fronteira com Israel, segundo uma fonte médica palestina.

Depois deste ataque, o exército israelense informou que três morteiros haviam sido disparados contra Israel, deixando um soldado ferido.

Como resposta aos foguetes dispados deste território, o exército israelense lançou uma ofensiva contra o Hamas entre 27 de dezembro e 18 de janeiro.

A operação deixou cerca de 1.400 palestinos mortos, a maioria civis, e 5.000 feridos.

Desde o fim da ofensiva contra o grupo radical, os palestinos de Gaza já atiraram mais de 200 foguetes e morteiros, segundo o exército israelense.

az/ap

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