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Três jornais suecos publicam polêmica charge de Maomé nesta quarta

Três jornais suecos reproduziram nesta quarta-feira em suas edições de papel a charge de Maomé como um cachorro feita em 2007 pelo desenhista Lars Vilks, após a detenção na Irlanda e nos EUA de http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/03/09/irlanda+prende+sete+por+plano+para+matar+autor+de+charge+de+maome+9422549.html target=_toppessoas acusadas de planejar seu assassinato.

EFE |

O diário "Dagens Nyheter" justificou sua decisão em um editorial, afirmando que uma ameaça contra Vilks é, por extensão, "uma ameaça a todos os suecos". O tablóide "Expressen" defendeu a iniciativa como uma tomada de postura a favor da liberdade de expressão.

Lars Vilks fala ao telefone em sua casa na Suécia
Lars Vilks fala ao telefone em sua casa na Suécia

"Fazemos isso como parte de um material de fundo para que o leitor possa ter ideia dos motivos que fazem o desenho de Vilks algo controverso. É uma apreciação jornalística normal, não há nenhuma provocação, só informação", afirmou Daniel Sandström, redator chefe do "Sydsvenskan", o outro jornal que publicou a charge nesta quarta.

O tablóide "Aftonbladet", que divulgou o desenho há três anos, não voltou a fazê-lo agora, considerando que tem valor informativo.

O "Nerikes Allehanda", jornal da cidade sueca sulina de Örebro, publicou em 19 de agosto de 2007 o desenho de Vilks em um editorial no qual defendia a liberdade de expressão e criticava a recusa de dois centros culturais a autorizar uma exposição com caricaturas do profeta.

A difusão do desenho provocou protestos em vários países islâmicos. Vilks recebeu ameaças de morte por telefone, e, além disso, um grupo vinculado à rede terrorista Al-Qaeda ofereceu uma recompensa de US$ 100 mil para quem matasse o chargista.

Em janeiro, Vilks denunciou novas ameaças, depois que um homem tentou atacar com um machado Kurt Westergaard, um dos desenhistas do jornal dinamarquês "Jyllands-Posten", que também publicou charges de Maomé em 2005.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou uma mulher do estado da Pensilvânia de estar vinculada com um suposto plano para assassinar o chargista sueco.

Segundo os fiscais federais, Colleen LaRose, detida em outubro do ano passado, tinha mantido contatos com um grupo militante através da internet para realizar o assassinato.

Quatro homens e três mulheres muçulmanos foram detidos ontem na Irlanda após uma investigação conjunta das forças de segurança de vários países europeus e dos EUA.

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