Três explosões são registradas em Mumbai, na Índia

Explosões foram 'ataque coordenado' e mataram ao menos 21 em dois bairros e um mercado da cidade

iG São Paulo |

Três explosões foram registradas nesta quarta-feira na cidade de Mumbai, o centro financeiro da Índia, onde ataques terroristas deixaram quase 170 mortos há quase três anos. Segundo o ministro do Interior indiano, Palaniappan Chidambaram, as explosões foram um "ataque coordenado por terroristas" e deixaram ao menos 21 mortos e 141 feridos. Chidambaram também afirmou que o número de mortos e feridos pode aumentar.

Citado pela a agência de notícias Press Trust of India, o Ministério do Interior em Nova Délhi também afirmou que as ações terroristas utilizaram vários artefatos explosivos improvisados, com a primeira explosão ocorrendo por volta das 18h45 locais (10h45 de Brasília) - quando as ruas registravam um grande movimento de pessoas - e as seguintes num intervalo de apenas 20 minutos. De acordo com  emissoras de TV, um alerta foi declarado em toda a cidade.

Todas as explosões aconteceram em locais de grande movimentação. Duas foram lançadas no sul da cidade: uma no distrito financeiro conhecido como Opera House e outra em uma joalheria no Bazar de Zaveri, um dos centros de compras mais procurados de Mumbai. A terceira explosão aconteceu em um carro na região de Dadar, no centro.

Chhagan Bhujbal, um ministro do Estado de Maharashtra, disse que as três explosões aconteceram em zonas de grande afluência de Mumbai, incluindo o mercado de venda de ouro. "Está claro que os agressores queriam causar danos à maior quantidade possível de pessoas. Muita gente está ferida", afirmou.

Segundo relato do fotógrafo Rutavi Mehta, a explosão na joalheria espalhou "corpos por toda a parte". "As pessoas estavam chorando e gritando. A área estava repleta de pessoas fazendo compras na hora. Algumas começaram a socorrer as vítimas, enquanto outras ficaram em estado de choque", disse à BBC.

As explosões acontecem no dia do aniversário de Mohammad Ajmal Amir Kasab , único sobrevivente do grupo que realizou uma série de ataques entre 26 e 29 de novembro de 2008. As explosões marcam o primeiro grande atentado em Mumbai desde que dez militantes lançaram um cerco à capital financeira da Índia durante 60 horas em novembro daquele ano.

Esse ataque, que teve como alvo dois hotéis de luxo , um centro judaico e uma movimentada estação de trem, foi apontado como autoria de militantes Lashkar e-Taiba, cuja base fica no Paquistão. Os ataques causaram uma escalada de tensões entre os dois rivais nucleares, fazendo com que rompessem negociações de paz. O diálogo, entretanto, foi retomado recentemente.

Em nota, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou os ataques desta quarta-feira, que classificou de "atos terroristas deploráveis" e "revoltantes". O líder, que visitou Mumbai no ano passado , afirmou que o governo americano ajudará a Índia a levar os responsáveis pelo atentado à Justiça.

Mumbai vem sendo alvo de repetidos atentados nos últimos anos. Além dos ataques de 2008, em 2006 mais de 180 pessoas morreram em várias explosões simultâneas, perpetradas por militantes islâmicos.
Em 1993, 257 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas em 12 explosões simultâneas na cidade.

Arte/iG
Mapa mostra locais das explosões em Mumbai, Índia
*Com AP, AFP, BBC e EFE

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