Três em cada quatro idosos brasileiros sofrem de doenças crônicas

Rio de Janeiro, 2 set (EFE).- Um total de 75,5% dos idosos brasileiros sofre de algum tipo de doença crônica como o câncer, segundo um estudo com indicadores sociais divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

EFE |

A percentagem de idosos com doenças crônicas é maior entre os homens (80,2%) do que entre as mulheres (69,3%), de acordo com o estudo "Indicadores Sociodemográficos e de Saúde do Brasil" de 2009.

"Em menos de 40 anos, o Brasil passou de um perfil de mortalidade típico de uma população jovem para um desenho caracterizado por enfermidades complexas e mais onerosas, próprias das faixas etárias mais avançadas", diz o estudo.

De acordo com o IBGE, a percentagem de pessoas com doenças crônicas cresce de forma significativa com o passar dos anos. Na parcela da população que tem entre 0 e 14 anos, por exemplo, esse índice é de apenas 9,3%. Já entre os maiores de 60 anos, a cifra sobe para 75,5%.

O estudo destaca que apesar de o Brasil envelhecer rapidamente e já apresentar um perfil demográfico semelhante ao de nações mais desenvolvidas em seus grandes centros urbanos, o país ainda precisa melhorar muito a infraestrutura de serviços para atender as demandas geradas pela população idosa.

O IBGE recomenda urgentes investimentos no atendimento geriátrico e gerontológico, entre outras medidas.

Segundo o instituto, apenas cinco milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, ou seja, 29,4% dessa parcela da população, tem plano de saúde.

De acordo com a pesquisa, apesar de São Paulo ser a cidade com as menores taxas de incapacidade funcional, a percentagem de idosos que têm dificuldade de mobilidade na maior cidade do país já é de 20,1% entre as mulheres e de 15,8% para os homens.

Essas porcentagens variam de 12,3% entre quem tem entre 60 e 69 anos para 38,4% entre os que têm mais de 80 anos.

As taxas de incapacidade funcional entre idosos, no entanto, chegam a 38,5% para as mulheres em cidades como Palmas e a 28,2% para os homens em Maceió, por exemplo. EFE cm/bba

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